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Caso Humberto: Defesa deverá apontar falhas da direção do hospital de Eirunepé-Am, e diz que fatalidade poderia ter sido evitada sim

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O Eirunepé Notícias apurou que a defesa do médico Humberto Fuertes, preso em Manaus dia (28/11), após suspeita de negligência no atendimento de uma criança, deve levantar um novo ponto central no processo, a possível negligência por parte da direção do Hospital Regional de Eirunepé-Am, que não teria acionado outro médico disponível no plantão ou na escala para atender a ocorrência.

Segundo outros advogados consultados pelo Eirunepé Notícias, a defesa deverá trabalhar com a linha de que o hospital não dependia exclusivamente de um único profissional e que, ao perceber que Humberto não estava respondendo às ligações e mensagens, outro médico poderia, e deveria, ter sido chamado imediatamente, evitando um desfecho trágico, que foi o caso.

A equipe de defesa do médico o advogado Fernando, responsável pelo caso não pode entrar em detalhes por conta do sigilo processual, mas fontes próximas a defesa do médico, confirmam que esse argumento deve ser apresentado oficialmente, fortalecendo a tese de que também, houve falha administrativa na condução do atendimento, e não apenas uma eventual conduta individual.

Os advogados procurados e ouvidos pela redação lembram que, mesmo nos casos em que um médico não responde prontamente, a responsabilidade de garantir atendimento recai sobre a direção do hospital, que deve manter mecanismos rápidos de substituição, transferência ou acionamento de outros profissionais, é claro que isso também não diminui a culpa do médico, “Se ele teve o celular roubado como falou em nota, e ele estava próximo ao hospital, dava muito bem pra ele ter ido lá e informado a direção, ou ter ficado logo lá no hospital, caso acontecesse uma emergência, o que não foi o caso como vocês puderam ver nas cameras de segurança do bar, mais é como estou lê dizendo a direção também teve uma parcela de culpa sim, por que se não tinha um lá pra resolver o problema urgente, chama-se outro, em fim, são várias situações pra se trabalhar nessa defesa.” Disse o advogado que preferiu não se identificar.

Além desta linha de defesa, os advogados reforçam que o médico, por ser réu primário, tem probabilidade real de ser solto a qualquer momento, dependendo da agilidade dos recursos que estão sendo apresentados, como habeas corpus e demais medidas cabíveis.

A Polícia Civil não informou se tem mais nenhuma investigação, ou detalhes sobre o caso.

O Eirunepé Notícias segue acompanhando cada passo do caso e trará novas informações assim que houver movimentações oficiais.

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