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De quem é a responsabilidade é minha ou é sua? ANAC mantém Eirunepé isolada e prejuízos se acumulam

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Desde 21 de maio de 2025, Eirunepé (AM) permanece sem voos comerciais regulares da Azul Linhas Aéreas. A suspensão, determinada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), aponta pendências de segurança no aeroporto municipal, mas já se arrasta por tempo demais, deixando moradores e empresas em um cenário de isolamento e perdas econômicas.

O impacto vai muito além do atraso de uma viagem. Pacientes que precisam de tratamento fora da cidade, estudantes que dependem do transporte aéreo para estudar, comerciantes e trabalhadores todos enfrentam hoje longos deslocamentos fluviais ou terrestres, com custos muito maiores e tempo de viagem multiplicado.

Mas não é só a população que sente o peso da paralisação. Agências de viagem, pequenos empresários, prestadores de serviços que dependiam diretamente dos voos da Azul tiveram que fechar as portas ou reduzir drasticamente suas operações. O turismo local, que já lutava para se consolidar, sofre perdas irreparáveis. Cada dia sem voos é mais prejuízo, mais dificuldade, mais esperança que se esvai.

Enquanto isso, a Azul afirma que tem interesse em retornar, mas diz que só poderá operar quando a ANAC liberar o aeroporto. A agência, por sua vez, mantém exigências de adequação de segurança que ainda não foram solucionadas, e ninguém informa claramente quando a situação será resolvida. A bola é empurrada de um lado para o outro, enquanto a cidade inteira sente os efeitos da demora.

Moradores se perguntam: vão voltar os voos? Quando? Ou vamos continuar isolados por tempo indefinido? A falta de respostas alimenta a indignação e aumenta a sensação de abandono.

Deputados da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) já cobraram providências, destacando que a situação é insustentável. Mas, até o momento, a população segue à mercê da burocracia, sofrendo perdas econômicas, atrasos em tratamentos médicos, dificuldade para estudar e um isolamento que parece não ter fim.

Eirunepé segue aguardando soluções concretas, e cada dia sem voos é um dia a mais de prejuízo, de espera e de frustração para todos que dependem da conectividade aérea.

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