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Do coração da Amazônia para os grupos de venda: Macaco é anunciado em Eirunepé

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Um caso inusitado e preocupante chamou atenção em grupos de compra e venda de Eirunepé, no Amazonas. Imagens de um filhote de macaco, enfeitado com um laço vermelho no pescoço, começaram a circular em aplicativos de mensagens, acompanhado do anúncio de que estaria à venda por R$180,00.

De acordo com relatos, o vendedor indicava que o valor seria negociado apenas em conversas privadas. A prática, no entanto, pode configurar crime ambiental. Conforme a Lei nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, vender, manter em cativeiro, transportar ou comercializar animais silvestres sem autorização do IBAMA é proibido, com pena que pode variar de multa a prisão.

O macaco anunciado pertence ao grupo dos primatas amazônicos, popularmente confundidos com o “macaco-prego”, mas que também podem ser espécies como o macaco-barrigudo, comuns na região. Esses animais, além de fazerem parte da biodiversidade amazônica, exercem papel fundamental no equilíbrio ecológico, principalmente na dispersão de sementes.

Autoridades policiais alertam que a retirada de filhotes da floresta geralmente envolve a morte da mãe e da família do animal, aumentando ainda mais o impacto negativo da captura ilegal. Além disso, primatas não são animais domésticos e sofrem quando privados da vida em grupo, o que gera problemas de saúde física e emocional.

O caso reacende a discussão sobre a necessidade de fiscalização e conscientização da população para evitar o comércio ilegal de animais silvestres em cidades do interior do Amazonas.

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