Denúncia

Em Eirunepé mulher apanha, denuncia, e depois tira o cabra da cadeia: “O amor que sangra e ainda paga advogado”

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Um policial militar, que preferiu não se identificar, contou ao Eirunepé Notícias que há cerca de três semanas presenciou uma cena revoltante, uma mulher toda ensanguentada, com o rosto machucado e visivelmente abalada, após ter sido agredida pelo próprio companheiro.

A polícia foi chamada, chegou ao local e prendeu o agressor em flagrante, caso encerrado? Longe disso.

Dias depois, para a surpresa de todos, a mesma mulher que estava coberta de sangue apareceu com um advogado e não era para processar o agressor, mas sim para tentar tirar o marido da cadeia.

Parece absurdo, mas infelizmente não é caso isolado. Segundo o mesmo informou ao Portal Eirunepé Notícias, esse tipo de situação se repete mais do que se imagina. Mulheres em Eirunepé que apanham, denunciam, choram, e depois voltam atrás, movidas por medo, dependência emocional ou até por aquele “amor” que machuca, mas do qual insistem em não se libertar.

Enquanto isso, a polícia, a justiça e a sociedade ficam de mãos atadas, assistindo o mesmo ciclo se repetir, uma, duas, dez vezes. A pergunta que fica é, até quando o amor vai servir de desculpa pra justificar a dor?
E o que é pior, a agressão que fere o corpo, ou a cegueira que fere a alma?

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