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Empresas nacionais e internacionais demonstram interesse no leilão do Aeroporto de Eirunepé-AM
Com a proximidade do edital de concessão do Aeroporto Regional Amaury Feitosa Tomaz, previsto para o segundo semestre de 2025, grandes empresas do setor aeroportuário já começam a se movimentar para disputar a administração do terminal aéreo de Eirunepé. O leilão faz parte da 7ª rodada do Programa AmpliAR, promovido pelo Governo Federal por meio do Ministério de Portos e Aeroportos e da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
O objetivo é atrair investimentos, modernizar a infraestrutura e melhorar a conectividade aérea em regiões afastadas dos grandes centros, como o interior do Amazonas.
• Empresas com interesse confirmado ou declarado
Aena (Espanha)
Uma das principais operadoras aeroportuárias do mundo, a Aena já administra diversos aeroportos no Brasil, como Recife, Maceió e João Pessoa. A empresa manifestou interesse em ampliar sua atuação para a região Norte e pode entrar na disputa pelo terminal de Eirunepé.
Vinci Airports (França)
A gigante francesa também está atenta à expansão no Brasil, especialmente em regiões estratégicas da Amazônia Legal. A Vinci administra o aeroporto de Salvador (BA) e recentemente demonstrou interesse formal na nova rodada de concessões.
CCR Aeroportos (Brasil)
Uma das maiores empresas brasileiras do setor, a CCR participou da consulta pública do AmpliAR, sugerindo ajustes técnicos no modelo proposto pelo governo. Ela já opera aeroportos em Curitiba, Foz do Iguaçu, São Luís e outros, e pode integrar consórcios para concorrer no leilão.
Grupo XP (XP Investimentos)
Conhecida pelo setor financeiro, a XP vem investindo em infraestrutura e poderá disputar aeroportos via consórcios especializados, como já fez em blocos voltados à aviação geral. Embora o foco principal esteja em terminais de médio porte, sua participação em Eirunepé não está descartada.
Novo Norte (Dix + Socicam)
Vencedor de blocos da última rodada na região Norte, o consórcio Dix + Socicam pode retornar ao processo licitatório, buscando consolidar sua presença na Amazônia. Com histórico de operação em rodoviárias e terminais multimodais, é considerado um forte concorrente.
• O que está em jogo?
O Aeroporto de Eirunepé será concedido à iniciativa privada com objetivo de garantir investimentos em infraestrutura, segurança, acessibilidade e conforto. Atualmente, o terminal não conta com voos regulares e opera de forma limitada, dificultando o deslocamento da população para outras regiões do estado e do país.
Com a concessão, a expectativa é de que Eirunepé volte a receber voos comerciais, além de ter sua pista e terminal modernizados. O investimento médio por aeroporto nesta rodada do AmpliAR gira em torno de R$ 77 milhões, totalizando mais de R$ 1,3 bilhão nos 19 terminais que serão leiloados.
• Próximos passos
O edital completo do leilão deve ser publicado ainda neste mês de junho. A abertura de propostas está prevista para setembro, com a assinatura dos contratos até dezembro de 2025.
A ANAC divulgará em breve a lista oficial das empresas habilitadas. Enquanto isso, a movimentação nos bastidores indica que o aeroporto de Eirunepé já está no radar das principais operadoras do Brasil e do exterior.
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