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EXCLUSIVO: Médico quebra silêncio e expõe sobre polêmica em Eirunepé “Não houve omissão, fui vítima de furto”
O advogado do médico Dr. Humberto Furtes Estrada entrou em contato e divulgou, com exclusividade ao Portal Eirunepé Notícias, uma nota de esclarecimento após a repercussão do caso envolvendo o atendimento de uma gestante no hospital do município. No último sábado (22/11), na declaração, o profissional afirma que as informações disseminadas “não correspondem aos fatos verídicos”.
Segundo Humberto, no dia do ocorrido ele foi vítima de um furto, tendo o celular subtraído. Ele registrou boletim de ocorrência e afirma que, por esse motivo, ficou impossibilitado de receber ligações, inclusive as recebidas pelo hospital durante a madrugada. O médico explica que, embora estivesse de sobreaviso regime no qual pode ser chamado a qualquer momento, não foi possível que a equipe entrasse em contato pelos meios habituais devido a não está com esse celular.
Humberto relata que a equipe se dirigiu à casa onde ele morava anteriormente, mas ele já havia se mudado há sete meses, o que teria ocasionado o equívoco e retardado o deslocamento. Segundo ele, essa atualização cadastral já havia sido informada ao hospital.
Sobre a acusação de que teria se recusado a ir ao hospital, o médico afirma que isso não é verdade: “Permaneci a madrugada aguardando eventuais chamados na minha residência e não compareci unicamente devido ao equívoco da equipe”, declarou.
O médico também relata que, quando a paciente deu entrada sem o conhecimento dele, a equipe de enfermagem não informou ao médico plantonista que estava no hospital no momento. Humberto afirma que, caso o profissional plantonista tivesse sido comunicado, teria realizado a primeira intervenção imediatamente.
Humberto explica que a paciente foi orientada a ser levada para fazer o TFD (Tratamento Fora do Domicílio), que foi aceito pelo hospital. Ele reforça que o município enfrenta uma grave carência de especialistas, o que dificulta respostas rápidas em casos complexos: “Eirunepé só conta com quatro médicos atuando de forma contínua”, frisou.
O médico também destaca que não houve dolo, culpa ou intenção de se omitir, afirmando que os problemas enfrentados decorreram de fatores externos, como a perda do celular, os equívocos no acionamento da equipe e limitações estruturais do hospital.
Humberto ainda diz que prestou esclarecimentos na delegacia, onde também registrou um B.O pelo furto do celular. O aparelho foi recuperado no dia seguinte, por volta das 12h, segundo informou.
Encerrando a nota, o médico afirma que possui uma trajetória profissional limpa,
“Já salvei milhares de vidas e não há nada que desabone minha conduta. Acredito na justiça e que a instrução provará minha inocência.”
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