Geral

Exclusivo: Professor do IFAM de Eirunepé-Am é denunciado à PF por tocar em corpo de aluna de 15 anos

Publicado

em


Um caso grave ocorrido dentro do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), campus de Eirunepé, volta à tona agora em junho de 2025, quase dois anos após a denúncia ter sido registrada na Polícia Federal. O acusado é o professor Isac Neto da Silva, suspeito de ter assediado uma aluna de apenas 15 anos, durante uma aula dentro da própria escola, em junho de 2023.

Segundo o depoimento da vítima, o professor passou a mão em seu pescoço e ombros, gesto que ela entendeu como assédio. A adolescente, que cursava o ensino técnico em Administração, contou que procurou o professor para tirar dúvidas sobre uma nota de recuperação quando foi surpreendida com o toque. Ainda segundo o relato, ela ficou tão abalada que chorou ao chegar em casa e decidiu relatar o caso a duas professoras da instituição.
A denúncia foi registrada oficialmente em 16 de agosto de 2023, na Delegacia da Polícia Federal de Cruzeiro do Sul (AC), cidade mais próxima com jurisdição da PF.

O caso envolve não apenas a palavra da vítima, mas também o testemunho de uma colega de sala, que presenciou a cena e confirmou que o professor costumava constranger outras alunas, especialmente na sala de informática.

O caso foi abafado?
Antes mesmo da denúncia à PF, a estudante havia procurado o Departamento de Ensino, Pesquisa e Extensão (Depe) do IFAM em Eirunepé, onde relatou o ocorrido. Em documento oficial datado de 27 de junho de 2023, a chefe do setor, Patrícia da Silva Gomes, afirma que a aluna se sentiu assediada pelo professor e que outra discente confirmou a cena.


O relatório interno é claro: o professor costumava ficar muito próximo do rosto das alunas, acariciar braços e ombros, e até insinuava favores em troca de notas. Alunas relataram medo de denunciar com receio de retaliações.
Apesar disso, o servidor Isac Neto permaneceu no cargo. Ele foi afastado por 120 dias por decisão do reitor Jaime Cavalcante Alves, mas retornou às atividades após o fim do período, mesmo com o Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) ainda em andamento.


Câmeras registraram o momento
Segundo o depoimento, o ato do professor foi registrado pelas câmeras internas da instituição. Mesmo com esse suposto registro, o caso ainda está sendo analisado, quase dois anos depois. O IFAM alegou que os processos estão em curso, mas que houve sucessivos atrasos devido a afastamentos médicos do servidor, o que dificultou a conclusão dos PADs.


O que diz o IFAM?
Em nota oficial enviada à imprensa, o IFAM afirmou:
“Informamos que o Instituto trata com absoluta seriedade, responsabilidade e rigor todas as denúncias recebidas, especialmente aquelas que envolvem condutas de assédio moral ou sexual. O IFAM reforça que tem adotado todas as medidas necessárias à apuração rigorosa dos fatos, respeitando os direitos das vítimas e garantindo o devido processo legal.”


E a justiça?
Até agora, nenhuma punição definitiva foi aplicada ao professor, e a indignação de parte da comunidade cresce, especialmente após a nova repercussão do caso em veículos de imprensa. A reportagem tentou contato com o professor Isac Neto da Silva, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto caso ele deseje se manifestar.


• E agora?
A denúncia volta aos holofotes em pleno 2025, reacendendo o debate sobre a proteção de adolescentes nas escolas e o tratamento dado às vítimas de assédio dentro de instituições públicas. Por que o caso foi abafado por tanto tempo? Por que o acusado segue trabalhando com adolescentes mesmo após a denúncia formalizada na PF?

São perguntas que seguem sem resposta. A população cobra justiça. E o Eirunepé Notícias segue de olho.

Leia mais