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Família denuncia negligência médica após morte de mulher em Eirunepé: “Ela foi mandada pra casa com uma injeção e morreu”
Uma denúncia grave chegou ao Eirunepé Notícias nesta terça-feira (1), feita por uma moradora identificada como Tharcy Pereira. Segundo ela, a família está profundamente abalada e revoltada após a morte de uma tia, que, segundo relatos, teria sido vítima de negligência no atendimento médico prestado pelo hospital da cidade.
De acordo com Tharcy, a tia, mulher conhecida na comunidade como honesta e batalhadora, começou a passar mal após retornar de uma pescaria. Com sintomas de forte tosse, ela foi levada para atendimento no hospital local. No entanto, o que deveria ter sido um cuidado completo se resumiu a uma simples aplicação de Benzetacil, sem sequer a realização de exames. Maria Marli Rodrigues de Castro 58 anos, ela morreu agonizando

“Ela foi mandada pra casa como se fosse algo simples. Horas depois, piorou e acabou morrendo. É revoltante. Nenhum exame foi feito, nenhum cuidado básico. Foi só uma injeção e pronto”, relatou a denunciante.
A vítima fazia parte de uma família tradicional de Eirunepé. A avó, inclusive, é fundadora da comunidade Nova Esperança, que há anos acolhe pessoas em situação de vulnerabilidade social. Atualmente, a comunidade é presidida por Manoel, tio da denunciante. “Nossa família é grande e muito conhecida. Minha tia era guerreira, como toda mulher amazônida. E agora tudo o que resta é dor e indignação”, declarou Tharcy.
Diante da situação, a família já informou que pretende buscar os meios legais e denunciar o caso ao Ministério Público, exigindo apuração rigorosa e responsabilização por eventuais falhas no atendimento médico.

O Eirunepé Notícias se solidariza com os familiares e segue acompanhando o caso. E deixa aberto o espaço ao hospital da cidade para maiores esclarecimentos. A população clama por um sistema de saúde mais humano, atencioso e eficiente, que trate com respeito e seriedade cada vida que chega em busca de socorro.