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FiNALMENTE A RESPOSTA: Voos da Azul parados por falta de segurança no aeroporto de Eirunepé-Am, diz ANAC

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Desde a suspensão dos voos da Azul Linhas Aéreas em maio de 2025, o povo de Eirunepé tem vivido dias de incerteza e frustração. O Aeroporto Amaury Feitosa Tomaz, principal ligação aérea da região com Manaus e outras capitais do país, segue com o Certificado Operacional revogado pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), impedindo a operação regular de voos comerciais.

Segundo documentos oficiais da ANAC, o certificado foi retirado em fevereiro de 2024, após a fiscalização constatar que o aeroporto administrado pela Prefeitura de Eirunepé, não atendia aos requisitos de segurança previstos no RBAC 139, norma federal que regula a operação segura de aeródromos. Desde então, a cidade perdeu sua conexão aérea direta com o restante do estado.

Em agosto de 2024, a agência chegou a revogar uma limitação anterior que restringia os voos com aeronaves maiores, como o ATR-72 usado pela Azul. Isso deu esperança à população. No entanto, a revogação da limitação de frequência não significa liberação total: como o certificado principal continua suspenso, a operação de voos regulares continua proibida.

A Azul chegou a retomar alguns voos em 2024, mas suspendeu novamente suas operações em maio de 2025, por causa das condições ainda irregulares do aeroporto. Sem o aval da ANAC e sem garantias de segurança, a companhia alegou não ter como manter a malha aérea ativa em Eirunepé.

O que falta?

A ANAC não detalha publicamente todos os pontos que precisam de correção, mas menciona infraestrutura da pista, sinalização, áreas de escape e itens de segurança operacional. Cabe à Prefeitura Municipal tomar providências e, até o momento, não há previsão oficial para a regularização.

• Por que a Azul não pode operar normalmente?

A Azul faz voos regulares, ou seja, ela tem horários fixos, venda de passagens aberta ao público em geral, e voa com aviões maiores (tipo ATR-72). Para esse tipo de operação, o aeroporto precisa obrigatoriamente ter um “Certificado Operacional” emitido pela ANAC, que garante que tudo ali está 100% seguro: pista, balizamento, combate a incêndio, plano de emergência, área de escape etc.

Sem esse certificado, nenhuma empresa aérea regular pode operar.

Por que as táxis-aéreos podem voar então?

As empresas de táxi-aéreo (como Dugomes, Amazonaves, Decolando, ou operadores menores da região) fazem voos não-regulares, também chamados de “voos por demanda”.

Ou seja:

  • • Só decolam quando alguém contrata.
  • • Não têm horários fixos.
  • • Operam aviões menores (como Caravan, Seneca, King Air…).
  • Voam conforme solicitação, como um “Uber do ar”.

Para esse tipo de voo, o aeroporto não precisa ter o mesmo Certificado Operacional exigido para voos regulares. Basta estar cadastrado na ANAC, com condições mínimas para pouso e decolagem.

E o aeroporto de Eirunepé ainda está cadastrado e permitido para esse tipo de operação, por isso as empresas de táxi-aéreo continuam voando normalmente.

Clamor popular e silêncio institucional

Enquanto os moradores de Eirunepé-Am, aguardam respostas, deputados estaduais, vereadores têm cobrado somente a Azul, por respostas, mas tem que entender que não são eles que determinam a volta. A questão central continua: quando a Prefeitura vai resolver os problemas do aeroporto?

Eirunepé é uma cidade isolada, com acesso terrestre extremamente limitado e transporte fluvial demorado. O avião não é luxo, é necessidade vital. Sem voos, estudantes, doentes, comerciantes e até pacientes em transferência médica sofrem.

O Aeroporto de Eirunepé está tecnicamente registrado e com cadastro ativo, mas sem o certificado necessário para voos regulares. A Azul está disposta a voltar, mas depende da liberação da ANAC. E a ANAC, por sua vez, aguarda que a Prefeitura conclua as correções exigidas.

Enquanto isso, o povo de Eirunepé espera. Espera calado, indignado ou desconfiado. Espera por um voo que não tem dia certo pra pousar. O Portal Eirunepé Notícias vai continuar trazendo maiores informações e informando a população.

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