Atualização
Jovem de Eirunepé que mutilou “vaca parida” e deixou animal agonizando terá que responder na justiça da Vara da Criança e adolescente
O caso envolvendo o adolescente conhecido como “Salú”, acusado de matar uma vaca parida após retirar apenas um pedaço de carne do animal, continua repercutindo no município e já está sendo acompanhado pela Justiça.
De acordo com informações da Polícia Civil, o caso está sendo encaminhado ao Juizado Especial da Vara da Criança e do Adolescente, onde tramita o processo relacionado ao crime. Mesmo sendo menor de idade atualmente, o adolescente completará 18 anos ainda este ano, deixando de ser juridicamente menor.
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O investigador da Polícia Civil Ugo T. Werneck, responsável pelo caso, informou que a situação não pode ser tratada como um crime simples, como algumas pessoas imaginam.
Segundo o investigador, além do furto do animal, o caso envolve maus-tratos e extrema crueldade, já que o suspeito teria cortado a vaca, retirado apenas um pedaço de carne e deixado o animal agonizando até a morte. Como a vaca estava parida, o bezerro também acabou morrendo, o que pode caracterizar duas mortes decorrentes da ação.


“O que chama atenção é que não foi uma situação de necessidade extrema. Não foi alguém passando fome. Foi um motivo fútil para tirar apenas um pequeno pedaço de carne”, destacou o investigador.
Durante as diligências, os policiais também conversaram com a mãe do adolescente, que colaborou com as autoridades. O caso foi acompanhado pelo Conselho Tutelar, e o jovem foi orientado tanto pelos policiais quanto pelos conselheiros a retomar os estudos e buscar um caminho fora da criminalidade.
Ainda segundo o investigador, durante a conversa com a polícia, o adolescente demonstrou arrependimento, chegando a chorar ao falar sobre a crueldade cometida contra o animal.
Para a polícia, o caso envolve não apenas a questão criminal, mas também um contexto social delicado, onde fatores como vulnerabilidade e pobreza acabam se misturando com o ato de violência cometido.
Mesmo assim, o investigador reforçou que a crueldade contra animais é um crime grave e precisa ser tratado com a seriedade que o caso exige, principalmente diante da forte comoção que o episódio causou na comunidade.