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LIBERDADE DE EXPRESSÃO É PROIBIDO? Viatura quebrada, motos sem manutenção e direitos atrasados, o desabafo de guardas municipais em Eirunepé-Am
A Guarda Municipal de Eirunepé vem assumindo, na prática, uma atuação que vai muito além da simples fiscalização e proteção de prédios públicos. No dia a dia, os agentes são chamados para atender ocorrências, apoiar ações de segurança e, em diversas situações, participar da condução de suspeitos e criminosos.
Mas, enquanto a Guarda Municipal é cada vez mais cobrada pela população, uma pergunta começa a ganhar força, quem está cuidando de quem cuida da população?
Segundo relatos repassados ao Portal Eirunepé Notícias, os guardas também estariam enfrentando problemas relacionados à valorização profissional e ao exercício da liberdade de expressão dentro da própria estrutura da Secretaria Municipal de Segurança.
“Essa gestão municipal está caminhando para ser o pior governo para a GCM. Até os nossos direitos básicos estão sendo negados, como o retroativo do nosso quinquênio”, relataram os servidores.
Outro ponto considerado ainda mais delicado envolve a liberdade de expressão dentro da própria estrutura da Guarda Municipal.
“Quando colocamos nossas ideias, logo os superiores e gestores internos tentam nos calar com mensagens em tom de ‘assédio moral’”, afirmou outro servidor.
A situação levanta uma questão que, para muitos, representa uma verdadeira humilhação para os servidores: como uma Guarda Municipal que atua diretamente no enfrentamento da criminalidade pode trabalhar sem uma viatura ou motocicletas em condições adequadas?
Os agentes são enviados para situações de risco. Muitas vezes, entram em locais perigosos, enfrentam suspeitos e atuam em ocorrências que exigem preparo, equipamentos e estrutura. E, em determinadas situações, fazem isso sem o mesmo aparato disponível.
É importante destacar que a Guarda Municipal não é a Polícia Militar e possui atribuições próprias. Entretanto, na prática, os guardas municipais de Eirunepé acabam contribuindo diretamente para a segurança da população, auxiliando na contenção de ocorrências e no combate à criminalidade.
E aí surge outra pergunta, se a Guarda Municipal está sendo utilizada para ajudar na segurança pública, por que não recebe a estrutura necessária para desempenhar esse trabalho?
Há também relatos de agentes enfrentando dificuldades relacionadas a uniformes, coturnos e outros equipamentos básicos. Servidores que, segundo informações, estariam trabalhando com uniformes desgastados ou até rasgados.
A situação precisa ser discutida com seriedade.
Não se trata apenas de uma viatura quebrada. Trata-se de uma estrutura de segurança pública municipal. Trata-se de servidores que colocam a própria integridade em risco para atender à população. Trata-se de profissionais que, muitas vezes, são chamados quando a população precisa de ajuda imediata.
A pergunta que fica é. Por que a Guarda Municipal de Eirunepé não recebe a valorização e a estrutura que merece?
Por que uma peça de uma viatura pode demorar quase um mês para chegar?
Por que agentes que atuam diariamente nas ruas precisam enfrentar ocorrências utilizando motocicletas sem manutenção?
Por que faltam uniformes, equipamentos e condições básicas de trabalho?
E, principalmente, por que a Guarda Municipal parece ser sempre deixada em segundo plano?
Os guardas municipais não estão pedindo privilégios. Estão pedindo condições para trabalhar.
A população cobra segurança. Os gestores cobram resultados. Mas, para que resultados sejam alcançados, é preciso oferecer aos servidores o mínimo necessário para que possam exercer suas funções com segurança e dignidade.
Porque não é justo cobrar que o guarda municipal enfrente o crime, enquanto o próprio poder público não garante a ele uma viatura funcionando, uniforme adequado e equipamentos básicos.
Quem protege a população também precisa ser protegido e valorizado.
A reportagem está aberta para que a Prefeitura de Eirunepé e os responsáveis pela Guarda Municipal possam se manifestar e explicar as reclamações.