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Moradora denuncia agressão e alerta sobre homem violento em Eirunepé: “Não vamos nos calar diante da violência”
Um relato publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (29), chamou a atenção da população de Eirunepé para um grave caso de violência contra a mulher. A moradora Ainoã Pereira contou ter sido agredida por um homem conhecido na cidade como “doido”, mas que, segundo ela, representa um risco real, especialmente para as mulheres.
O episódio aconteceu em plena luz do dia, na frente da loja do Caboquinho, onde o agressor a ameaçou e tentou intimidá-la. “Ele começou a dizer que iria me bater, fazendo menção de pegar um pedaço de pau. Tentei me defender com palavras, tentando colocá-lo no lugar dele. Ele fingiu se afastar”, relatou Ainoã.
No entanto, ao retornar ao local, o homem atirou uma pedra que atingiu a nuca da vítima. O que mais chocou a denunciante foi a reação das pessoas que presenciaram a cena. “E sabe o que as pessoas que estavam na rua fizeram? NADA! Algumas riram, como se fosse engraçado”, desabafou.
O caso gerou revolta nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a falta de segurança pública em Eirunepé e a normalização da violência, especialmente quando os agressores são rotulados como “doidos” o que, na prática, acaba servindo de justificativa para atos perigosos.
Ainoã Pereira alertou outras mulheres da cidade: “Mulheres de Eirunepé, fiquem atentas e tomem cuidado com ele. Não vamos nos calar diante da violência!”
Impuniade e omissão preocupam
Segundo relatos de outras moradoras, esse homem já apresentou comportamentos agressivos em outras ocasiões. A falta de providências por parte das autoridades e o silêncio da comunidade só contribuem para que esses episódios continuem se repetindo.
Casos como este evidenciam a necessidade de mais atenção por parte das forças de segurança, da assistência social e também da própria sociedade, que muitas vezes se cala ou trata com descaso situações de agressão e ameaça.
O que diz a lei
A agressão relatada por Ainoa configura crime. Segundo o Código Penal Brasileiro, ameaça e lesão corporal são passíveis de prisão. A omissão de socorro por parte de quem presenciou a cena também pode ser considerada infração penal.
A vítima informou que buscará apoio legal e pretende registrar Boletim de Ocorrência para que o caso não fique impune.