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Moradora denuncia tentativa de estupro em Eirunepé e cobra atitude da Justiça: Suspeito foi liberado após se apresentar fora do flagrante

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Uma moradora de Eirunepé entrou em contato com o portal Eirunepé Notícias, e denunciou ter sido vítima de uma tentativa de estupro na noite de quinta-feira (17), por volta das 23h, enquanto voltava da igreja. Segundo o relato da vítima, o suspeito, identificado como Gustavo, teria pulado na frente da moto em que ela conduzia, segurando uma faca, e obrigado a jovem a levá-lo para outro local.

O episódio de terror teria ocorrido nas proximidades da residência do ex-prefeito Raylan. Ao perceber que seria violentada, a jovem reagiu rapidamente, pulou da moto e correu pedindo socorro. Ela conseguiu entrar em um quintal e foi amparada por uma moradora da área. Neste momento, Gustavo teria aproveitado para fugir levando a moto da vítima.

A jovem, bastante abalada, procurou a delegacia de Polícia Civil no dia seguinte para registrar o boletim de ocorrência. No entanto, como Gustavo não havia sido preso em flagrante, ele não pôde ser detido naquele momento. Ainda assim, segundo a polícia, o suspeito se apresentou voluntariamente à delegacia, onde alegou que estava sob efeito de drogas e álcool e que teria apenas pedido uma carona à jovem.

Apesar da alegação, o caso segue em apuração judicial. O inquérito foi instaurado e encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário, que irão avaliar os relatos da vítima e do acusado para decidir se Gustavo deve ou não ser preso preventivamente e responder pelo crime de tentativa de estupro.

Enquanto isso, moradores e familiares da jovem demonstram revolta com a sensação de impunidade. De acordo com a denunciante, o suspeito já foi visto circulando livremente pelas ruas, inclusive passando em frente à casa da vítima. A situação tem causado medo e indignação, especialmente por parte da população feminina da cidade.

“Por que, quando é algo tão grave, como tentativa de estupro, ninguém faz nada? Mas quando é alguém inocente, eles prendem, batem, e deixam anos preso?”, desabafou uma amiga da vítima.

“O trabalho da polícia não é proteger as pessoas de bem? Ou só servem pra perseguir quem não merece e bajular novinha?”, completou, demonstrando insatisfação com a condução do caso.

A comunidade cobra uma resposta mais firme das autoridades, sobretudo da justiça, e pede que o Judiciário dê a devida atenção ao caso, com medidas protetivas à vítima e, se necessário, a prisão preventiva do suspeito para garantir sua segurança.

A reportagem do Eirunepé Notícias reforça que qualquer caso de violência contra a mulher deve ser denunciado. O silêncio fortalece o agressor. Em casos de emergência, a população pode acionar a Polícia Militar pelo 190 ou procurar a delegacia local.

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