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Por enquanto, nem Azul confirma retorno a Eirunepé-Am, nem a ANAC dá solução. E promessas de LATAM e GOL, Será??

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O que era temor virou realidade: a Azul Linhas Aéreas deixou oficialmente de operar no município de Eirunepé desde 21 de maio de 2025. Sem qualquer comunicado direto à população, os voos foram suspensos e a cidade passou a depender apenas de aviões de pequeno porte, conhecidos como “teco-tecos”, para se conectar com o restante do Amazonas e do Brasil.

O silêncio da companhia se soma à ausência de respostas por parte da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), que deveria regular e intermediar soluções para não deixar cidades isoladas como Eirunepé sem opções viáveis de transporte aéreo.

Um ponto estratégico… esquecido

Eirunepé é referência para toda a região do Juruá. Passageiros de cidades como Envira, Itamarati e até de municípios do Acre utilizam Eirunepé como ponto de embarque aéreo. “Aqui é passagem de todo mundo. A Azul saía cheia direto pra Manaus. Ninguém entende por que saíram assim”, comenta um agente de viagens.

Apesar disso, fontes ligadas à venda de passagens revelaram que a Azul ainda tem interesse em retornar futuramente, já que a rota tem boa demanda. No entanto, a empresa aguarda movimentações da ANAC, principalmente quanto à viabilidade econômica e apoio logístico.

• O peso de depender de aviõezinhos

Com a saída da Azul, restaram apenas os voos de pequenos aviões de empresas locais, que cobram alto, não têm garantia de frequência e são fortemente afetados por condições climáticas. Em casos de emergência médica, a situação se agrava: “Ou vai de barco ou reza pra ter vaga no teco-teco”, diz um morador.

• Ano político: promessas devem surgir

Com a aproximação do ano eleitoral de 2026, é provável que políticos comecem a se movimentar em busca de soluções, ou pelo menos de discurso. Já se comenta nos bastidores que nomes fortes da política estadual e federal pretendem negociar a vinda de empresas como LATAM ou Gol para operar rotas no interior do Amazonas.

No entanto, qualquer novidade concreta só deve acontecer em 2026 ou além. Até lá, os moradores de Eirunepé seguem como reféns do improviso e da falta de estrutura aérea.

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