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Rota do tráfico avança pelo rio Juruá e já bate às portas de Eirunepé, aponta estudo nacional
Um estudo divulgado na última quarta-feira (19/11) pelo fórum brasileiro de segurança pública, em parceria com o Instituto Mãe Crioula (IMC), acendeu um sinal de alerta em toda a Amazônia. O relatório, chamado “Cartografias da Violência na Amazônia”, revela que rios do Acre estão sendo usados como importantes rotas do tráfico de drogas e armas e o principal deles é o Rio Juruá, que corta diretamente o caminho até cidades do Amazonas, incluindo Eirunepé e regiões.
Segundo o levantamento, o Rio Juruá, afluente direto do Rio Solimões, passou a integrar um dos mananciais mais explorados por organizações criminosas para o transporte de cocaína peruana e skunk colombiano. O documento afirma que o Acre se tornou peça-chave dentro da rota do narcotráfico internacional.
O estudo detalha que, ao longo de todo o Vale do Juruá, o Comando Vermelho (CV) tem exercido controle sobre trechos estratégicos da rota, avançando em direção ao Amazonas e seguindo até Manaus. E, dentro desse percurso, cidades que estão às margens do rio ou próximas ao fluxo fluvial, como Eirunepé, também entram no mapa de preocupação das autoridades.
A presença crescente de embarcações suspeitas, movimentações noturnas e relatos de moradores reforçam o alerta de que a rota está chegando cada vez mais perto. Embora o relatório não cite cidades específicas, o trajeto descrito engloba naturalmente municípios do Alto Juruá amazonense, incluindo Eirunepé.
O estudo abrange toda a Amazônia Legal e destaca a necessidade de maior vigilância e presença policial nas regiões cortadas pelos grandes rios, para impedir o avanço das facções e reduzir a influência criminosa sobre comunidades ribeirinhas e cidades do interior.
A população deve permanecer atenta, e as autoridades locais já acompanham com preocupação o crescimento dessas rotas que passam, direta ou indiretamente, pelo território eirunepeense.