Economia

Sem dinheiro para repor o estoque, pequenos comerciantes pedem ajuda em Eirunepé-Am “Pelo amor de Deus não deixem o comércio morrer”

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Um pequeno comerciante de bairro entrou em contato com a redação do Portal Eirunepé Notícias para relatar as dificuldades que o comércio local vem enfrentando no município de Eirunepé.

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Segundo ele, a situação tem ficado cada vez mais complicada, principalmente para os pequenos estabelecimentos que dependem da venda diária para manter o estoque.
De acordo com o comerciante, atualmente está faltando dinheiro até mesmo para repor mercadorias básicas. Ele afirma que não entende exatamente o motivo da crise e também não sabe a quem recorrer para buscar ajuda.

Nosso comércio é pequeno, de bairro. A gente vive da venda do dia a dia. Hoje eu já não tenho dinheiro para comprar mercadoria nova e repor o que acabou. Está muito difícil”, relatou.

Outro fator que tem impactado diretamente nas vendas é o grande número de compras feitas no fiado. Segundo ele, boa parte dos clientes leva produtos essenciais como arroz, açúcar, leite e outros itens básicos e o pagamento é anotado no tradicional “caderno”.

“A maioria das vendas que eu faço aqui é no caderno. O pessoal pega um açúcar, um arroz, um leite e a gente anota para pagar depois. Só que muitos acabam atrasando e isso vai complicando ainda mais”, explicou.

O comerciante também destacou que, na visão dele, o dinheiro circulava mais quando os pagamentos eram feitos três vezes ao mês no município, nos dias 10, 20 e 30. Segundo ele, isso ajudava o comércio a manter o movimento e garantir capital para reposição de produtos.

“Antigamente, quando o pagamento era três vezes no mês, o dinheiro corria mais na cidade. Hoje está muito parado. A gente conversa com outros comerciantes e praticamente ninguém está dizendo que está bom”, afirmou.

Diante da situação, ele pede que os vereadores e o poder público municipal avaliem medidas que possam ajudar a movimentar a economia local, incluindo a possibilidade de rever o calendário de pagamentos.

Apesar de reconhecer que a crise econômica é um problema nacional, o comerciante acredita que ações locais poderiam ajudar a amenizar os impactos para quem depende do comércio para sobreviver.

“Sabemos que a crise é no país todo, mas talvez o município pudesse estudar alguma forma de ajudar, porque do jeito que está fica muito difícil para quem vive do pequeno comércio”, concluiu.

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