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VÍDEOS: “Sem dó nem piedade”: Prefeitura de Eirunepé inicia demolição brutal de casas na Estrada do Xidá e “moradores vão ao choro”

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Um cenário de dor, destruição e revolta tomou conta dos loteamentos da Estrada do Xidá na tarde desta quinta-feira, (17). O Portal Eirunepé Notícias voltou ao local a convite dos moradores, que denunciaram o início do cumprimento da ordem judicial de reintegração de posse determinada pela Justiça a pedido da Prefeitura de Eirunepé, comandada pela prefeita Áurea. A operação de despejo, que envolve a presença de oficial de justiça, Polícia Militar e Guarda Municipal, está sendo marcada por ações agressivas e truculentas, segundo relatos das próprias vítimas.

Famílias inteiras entraram em desespero ao verem suas casas sendo demolidas. Algumas construções foram derrubadas pelos próprios moradores, coagidos, segundo informaram, a fazer isso sob ameaça de que, caso não o fizessem, a patrol da Prefeitura derrubaria tudo, com móveis, utensílios e até pessoas dentro, “sem dó nem piedade” como um morador relatou ao portal.

“Eles falaram que já estavam sendo pacientes demais, que se a gente não derrubasse, iam passar a máquina por cima com tudo dentro. Isso é desumano”, lamentou um pai de família que gastou mais de R$ 30 mil para construir a própria casa, agora em ruínas.

“Justiça lenta, máquina rápida”

A indignação aumenta diante do tempo da Justiça. O advogado Dr. Márcio Tabosa, que representa parte dos moradores, afirmou que irá tentar um recurso contra a decisão judicial nos próximos 15 dias, mas até lá, as casas estão sendo derrubadas a cada hora que passa. O recurso pode vir, mas os lares já estão caindo.

A ação foi autorizada com uso de força policial, arrombamento e remoção forçada, conforme consta na decisão da juíza Rebecca Ailen Nogueira Vieira Aufiero, atendendo pedido do Município de Eirunepé, que alega que os terrenos foram doados ilegalmente em gestões anteriores.

Uma prefeita contra o próprio povo?

A postura da prefeita Áurea, segundo moradores, é fria e desumana. Enquanto o povo chora e recolhe o que sobrou das suas casas, a gestão municipal silencia diante da tragédia que ela mesma provocou. Muitos moradores afirmam que esperavam da prefeita atitudes de diálogo, regularização fundiária e apoio social, e não a destruição de lares de famílias humildes.

“Isso não é só um despejo, é uma violência institucional contra os pobres. A prefeita mostrou que está do lado do poder, não do povo”, disse indignada uma moradora que viu sua casa de madeira ser empurrada por uma patrol.

A área, com mais de 600 lotes ocupados, era chamada de esperança por quem via ali a chance de construir um lar. Agora, virou um cemitério de sonhos, onde o que restou são escombros, lágrimas e revolta.

Até onde vai esse massacre?

O Eirunepé Notícias seguirá acompanhando o caso, dando voz ao povo que sofre. E a pergunta que fica no ar é: até quando as famílias humildes de Eirunepé vão pagar o preço por uma política que destrói, em vez de construir?

O Eirunepé Notícias tentou registrar de perto o cumprimento da reintegração na Estrada do Xidá, mas foi impedido pela Polícia Militar de entrar na área. A justificativa foi de que apenas moradores poderiam permanecer no local. Mais uma vez, a liberdade de imprensa é desrespeitada em Eirunepé.

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