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Crise econômica afeta comércio em Eirunepé-AM, e comerciantes apostam em sacolões para sobreviver
Diante da forte crise econômica que atinge o município de Eirunepé, comerciantes locais têm recorrido a estratégias criativas para tentar manter seus negócios ativos e garantir o sustento de suas famílias. Uma das principais saídas encontradas tem sido a venda de sacolões populares, com itens básicos da alimentação, por até R$ 100.
Mesmo sem lucros expressivos, os comerciantes apostam no volume de vendas como alternativa para continuar no mercado. Os sacolões incluem alimentos essenciais como feijão, frango, calabresa e outros itens de primeira necessidade. A proposta tem atraído consumidores que buscam economia em meio à alta dos preços e à queda no poder de compra.
“É a única forma que a gente encontrou. Tivemos uma grande queda nas vendas, então estamos tentando estratégias para conseguir girar a mercadoria. Mesmo que o lucro não seja grande, vendendo em quantidade conseguimos algum retorno”, relata um comerciante do centro da cidade.
Além do desafio de vender, muitos enfrentam o problema de inadimplência. O hábito de vender “no caderno” – prática comum em cidades do interior, onde clientes anotam e pagam depois tem gerado acúmulo de valores a receber.
“Infelizmente temos muito dinheiro para receber. A gente ainda vende muito no caderno, porque entendemos a situação das famílias, mas isso também dificulta o nosso caixa. Estamos tentando sobreviver em meio a essa crise”, acrescenta o comerciante.
A situação reflete o cenário mais amplo da economia de Eirunepé, onde a população sente os efeitos da inflação, da redução do auxílio emergencial e da falta de oportunidades formais de trabalho. Apesar das dificuldades, os comerciantes seguem buscando alternativas para não fechar as portas.