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Eirunepeense “Gringo”, chefe do Comando Vermelho do Amazonas, morto no Rio de Janeiro foi velado em caixão fechado em Manaus
O corpo de Francisco Myller Moreira da Cunha, conhecido como “Gringo”, natural de Eirunepé (AM) e apontado como um dos chefes do comando vermelho (CV) no Amazonas, foi velado no último domingo (02/11) em caixão fechado, em Manaus.
Durante o velório, familiares colocaram uma foto e um terço ao lado do corpo, como forma de despedida. Gringo morreu durante uma megaoperação policial realizada nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, um dia após completar 32 anos de idade.
De acordo com a Justiça do Amazonas, ele estava foragido desde abril de 2024. Contra Gringo havia um mandado de prisão condenando-o a 34 anos e 10 meses de reclusão pelos crimes de homicídio e participação em organização criminosa.
A operação no Rio Janeiro teve como objetivo desarticular o Comando Vermelho, e acabou resultando em intensos confrontos entre policiais e criminosos. Ao todo, nove membros do CV do Amazonas foram mortos durante a ação. Até o momento, seis já foram oficialmente identificados:
•Douglas Conceição de Souza, o “Chico Rato”
•Waldemar Ribeiro Saraiva, o “Fantasma”
•Cleideson Silva da Cunha, o “Loirinho”
•Hito José Pereira Bastos, o “Dimas”
•Lucas Guedes Marques
•e o próprio Francisco Myller, o “Gringo”, natural de Eirunepé.
A megaoperação teve grande repercussão nacional e reacendeu os debates sobre as estratégias de segurança pública e o enfrentamento às facções criminosas. Especialistas apontam a crescente expansão do Comando Vermelho para além do Rio de Janeiro, alcançando estados como o Amazonas, onde líderes locais, como Gringo, exerciam forte influência.