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“Ele vai matar a própria filha e ninguém vai fazer nada?” Eirunepé pede justiça por Rafaela!
A população de Eirunepé está revoltada e pede justiça após a divulgação de áudios que revelam o desespero de uma criança moradora da comunidade Estirão 1, identificada como Rafaela, denunciando os maus-tratos e agressões que sofre dentro da própria casa. Segundo os relatos, o pai da menina, conhecido por “Ney” é usuário de drogas e reincidente em crimes como furtos e agressões, estaria espancando seus próprios filhos, inclusive com pedaços de pau com pregos, e obrigando-os a dormir no frio, embaixo da casa.
A denúncia foi trazida à tona após uma moradora da comunidade receber o áudio da própria criança, clamando por socorro. A mensagem foi repassada ao Eirunepé Notícias, que prontamente tornou o caso público, pedindo providências. A repercussão foi imediata: dezenas de moradores entraram em contato com o portal relatando casos semelhantes de negligência, fome e violência envolvendo crianças em situação de extrema vulnerabilidade no município de Eirunepé-Am.
• Audio 01
• Áudio 02
Apesar da gravidade da situação, a Polícia Civil informou que, até o momento, nenhuma denúncia formalizada chegou à delegacia. E é aí que surge a pergunta que ecoa entre os moradores: quem vai formalizar essa denúncia? Porque enquanto isso não acontecer, o agressor continua solto, ameaçando a segurança das próprias crianças e de toda a comunidade.
A revolta é geral. Moradores cobram a prisão imediata do pai de Rafaela, afirmando que ele é um velho conhecido da polícia local, envolvido com o consumo de drogas e acusado de diversos furtos e de colocar em risco a vida dos seus próprios filhos. “Esse tipo de gente não pode viver em sociedade. Ele já provou que não tem condições de ser pai nem cidadão”, disse um morador ao portal, pedindo anonimato por medo de represálias.
Além de Rafaela, outras crianças estariam vivendo em condições desumanas, com relatos de fome e abandono. Mesmo com as visitas esporádicas do Conselho Tutelar, o problema persiste e parece se agravar a cada dia.
O caso, já exposto publicamente, precisa agora de ação legal e formal. Sem o boletim de ocorrência, sem o registro da denúncia nos órgãos competentes, a justiça não pode agir e o agressor continua livre. A Polícia Civil já foi comunicada informalmente, mas reforça que só poderá iniciar o processo de prisão mediante a formalização do caso.
Fica a pergunta: O que mais precisa acontecer para que esse homem seja responsabilizado? Quantas crianças terão que gritar por socorro até que alguém escute de verdade?
O Eirunepé Notícias seguirá acompanhando o caso e cobrando, junto à população, por justiça, proteção à infância e responsabilização daqueles que continuam impunes.