Denúncia
Professores do Brasil Alfabetizado em Eirunepé estão há 2 meses sem salário e alunos sem merenda “Será que tem ao menos um vereador pra lutar por nós ou só sabem fazer mídia”?
Professores que atuam no Projeto Brasil Alfabetizado em Eirunepé (AM) voltaram a cobrar providências da gestão municipal e denunciaram o descaso com a educação básica de jovens e adultos no município.
Segundo os educadores, já se completaram dois meses de atraso no pagamento dos salários, mesmo com as aulas acontecendo normalmente. Além disso, os alunos atendidos pelo programa estariam sem acesso à merenda escolar, o que afeta diretamente a permanência e o rendimento nas atividades.
“Ontem fez dois meses que trabalhamos e não recebemos, nossos alunos também não tiveram merenda. Queremos uma resposta da prefeita e do secretário de educação, porque o coordenador não está resolvendo nada”, relatou um dos professores, em mensagem de WhatsApp
Outro ponto levantado pelos trabalhadores da educação é a falta de suporte da Câmara Municipal. Segundo eles, os vereadores não têm cumprido o papel de cobrar soluções e garantir condições dignas para professores e alunos. “Os vereadores não servem pra nada, só fazem mídia, mas na hora de dar suporte de verdade pra quem tá no chão da sala de aula, ninguém aparece”, desabafou um participante do projeto.
O Projeto Brasil Alfabetizado é uma iniciativa do Governo Federal em parceria com estados e municípios, e busca alfabetizar jovens, adultos e idosos. Em Eirunepé, a execução do programa está sob a responsabilidade da prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação.
Até agora, não houve posicionamento oficial da prefeita, nem do secretário de Educação sobre os atrasos salariais e a falta de merenda escolar. Enquanto isso, professores e alunos seguem sendo diretamente prejudicados, e o futuro do projeto na cidade permanece em risco.
A população cobra não apenas respostas, mas ações concretas da administração municipal e da Câmara de Vereadores, para que a educação não continue sendo tratada como um problema secundário.