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VÍDEO: Prefeitura de Eirunepé, Câmara de vereadores ou servidor? Quem usou o carro público para ir ao motel?

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Na manhã desta quinta-feira, 05, o caso da caminhonete da Prefeitura de Eirunepé flagrada entrando em um motel ganhou as manchetes regionais e repercutiu intensamente nas redes sociais. A denúncia, que inicialmente circulou por grupos de WhatsApp e páginas locais, foi pauta do programa Sinal Livre, apresentado por Willace Souza e transmitido pela Band para todo o Amazonas.

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Durante o programa, o jornalista não poupou palavras: levantou questões que pairam no ar e expôs o que muitos querem saber quem usou o carro? De quem é a responsabilidade? E mais do que isso, que porra foi essa mesmo hein?

Segundo informações repassadas ao comunicador, o veículo estaria sendo utilizado por um parente de uma pessoa “muito famosa” da Prefeitura. O mistério, como sempre, alimentou ainda mais as especulações populares: um servidor? Um familiar de secretário? Um vereador de Itamarati? Alguém com acesso privilegiado ao patrimônio público?

Em resposta ao jornalista, a Assessoria de Comunicação da prefeitura de Eirunepé-Am, emitiu uma nota lacônica: o jurídico já tomou conhecimento do caso e as “providências estão sendo tomadas”. A nota ainda informou que o carro, oficialmente, estaria cedido à Câmara de Vereadores de Eirunepé.

Ora, mais um capítulo clássico da política interiorana: um veículo público, adquirido com o dinheiro de todos, flagrado numa situação vexatória, sem qualquer explicação objetiva de quem o utilizava, para qual finalidade e com qual autorização.

Agora fica a pergunta que a população não cansa de repetir: afinal, de quem é a culpa? Da Prefeitura, que cede veículos públicos como quem empresta bicicleta para vizinho? Da Câmara, que não fiscaliza nem cuida da frota que recebe? Do servidor, que, se for o caso, usou o bem público para fins pessoais? Ou da estrutura toda, que sempre parece funcionar assim sem controle, sem fiscalização e sem responsabilidade?

Enquanto a população sofre com ruas esburacadas, falta de medicamentos e escolas precárias, veículos pagos com dinheiro público são flagrados servindo de “carrão de motel”. Não basta mais o “tomamos providências” queremos saber quais providências, quando e contra quem!

O episódio é mais uma ferida aberta na gestão pública de Eirunepé e na relação promíscua entre o público e o privado, onde a coisa pública é tratada como se fosse de uso pessoal.

E, no fim das contas, a pergunta que não quer calar: até quando a população vai aceitar calada esse tipo de desrespeito? E você, cidadão de Eirunepé, o que pensa sobre essa cena? Mais uma piada pronta ou o retrato escancarado do que virou a administração pública?

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